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Eu amo o meu papito

Giselle Gomes
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August 30

Quando nós vamos aos pobres

 

Quando nós vamos aos pobres

 

 

Quando nós vamos aos pobres, sempre pensamos espontaneamente que levamos o Evangelho,mesmo quando temos a convicção de que são eles os primeiros destinatários da Boa-Nova, como parecem dizer os evangelhos.Acontece que, de repente, ficamos golpeados ao perceber que neles o Evangelho "se faz carne", a Palavra de Deus vem-nos em sua carne tão desfigurada. Eles são o julgamento vivo de Deus sobre a sociedade e, ao mesmo tempo, o anúncio, mesmo incipiente, de que Deus quer outra coisa para este mundo.

 

Quandos nós vamos aos pobres, percebemos que  eles são Deus ao dizer que nos chama e que necessita de nós para mudar esta sociedade. Em outras palavras, são os pobres que nos evangelizam, que evangelizam a Igreja. Foi sempre assim na história, são os pobres que nos chamam e mostram o que é essencial, e esse é o conteúdo mais central da Palavra de Deus. Jesus não disse que está falando e chamando-nos "no menor de seus irmãos"?

 

Alguns Pais da Igreja antiga diziam que "o tesouro da Igreja são os pobres". Sem eles ela se desvia de Jesus -- o Servo, nascido na estrebaria e morto na cruz -- e vira para a idolatria. Pode até ser uma religião de gente piedosa e de muita oração  e de cânticos, mas será religião votada à adoração de ídolos, não ao Deus vivo que deseja e opera vida onde há ferida e morte. Sem os pobres não temos chance de ser fiéis a Jesus... por incrível que pareça, são eles em Cristo Jesus que nos apontam o caminho da salvação.

 

Quando nós vamos aos pobres, cumprimos o mandamento de Jesus: “ Vós sois o sal da terra....se o sal vier a ser insípido...para nada presta...” (Mt 5:13).Sem amor genuíno,sem uma fé inteligente,sem fervor de espírito,sem pisadas pelas favelas da cidade,sem visitas aos presídios e hospitais,sem experimentar a vivência calorosa e lutadora dos pobres, nós não contagiamos ninguém,não torna interessante,nem atraente  o nosso testemunho.Assim é o sal: enquanto mantém suas propriedades,agrega valor;porém,tornando-se insípido,para nada presta,senão para,lançado fora,ser pisado pelos homens.Somos levados,a concluir que a nossa vida só faz sentido,primeiramente,se estiver presente e atuante na sociedade.

 

Como diria o Beto Guedes na canção “Sal da terra”, “... vamos precisar de todo mundo ,um mais um é sempre mais que dois,prá melhor juntar as nossas forças,é só repartir melhor o pão...” Quando nós vamos aos pobres,repartirmos melhor o pão,deixamos nascer o amor,fluir o amor e viver o amor, o amor de Cristo que nos constrange e nos move para caminharmos juntos,fazendo discípulos e discípulas nas comunidade,nas ruas por onde passamos. “ porque vós,irmãos e irmãs,fostes chamados à liberdade;porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne;sede,antes,servos uns dos outros,pelo amor.”Gl5:13  

 

Que Deus nos encoraje para sermos o Sal da terra !

 

 

Giselle Gomes

 
 

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